Para matar aquela saudade da nossa expert em maquiagem, Paula Hill, segue o tutorial mais recente dela, em breve teremos dicas inéditas por aqui!
Autoestima cadê?
Um dos
maiores problemas que vejo nas meninas gordas é a falta de autoestima. Vejo
meninas lindas se escondendo debaixo de roupas largas demais, sem maquiagem (de
vez em quando um gloss), cabelo sempre preso... Quem não conhece alguém assim?
Infelizmente
nós, mulheres GG, somos conhecidas por sermos tristes. Simpáticas e engraçadas
no convívio social, mas não nos aceitamos e não nos gostamos e eu, a
contragosto, tenho que concordar. A
famigerada frase: “você tem um rosto tão bonito, deveria emagrecer...” faz com
que a gente assuma isso na nossa vida e ache que só temos pra oferecer o rosto
bonito que acompanha um corpo feio e descuidado.
De vez em
quando alguém me pergunta como faço para ter o amor próprio que tenho, como
faço pra me valorizar e gostar tanto de mim. Sinceramente, acho até engraçado
esse tipo de pergunta, pra mim fora do normal é alguém não se gostar! Porque eu
não me amaria?
Estou bem
acima do peso que dizem ser o ideal. Meu cabelo não é liso. Tenho espinhas até
hoje. Mas tenho um bom papo, sou bem
informada, divertida, uso o meu cabelo para compor o meu estilo, disfarço as
espinhas, uso maquiagem para destacar o que eu acho que tenho de bom no rosto
e, quanto ao corpo, procuro usar roupas que me deixem bonita sem neura de
parecer mais magra.
Às vezes
brinco dizendo que para as pessoas acharem você bonita é só você fingir que é,
todo mundo vai acreditar.
Brincadeiras
à parte, isso funciona! Se você se esconder as pessoas não vão prestar atenção
em você, nem por fora e nem por dentro. A sociedade tende a separar as pessoas
que são retraídas, seja qual for o peso delas.
Não precisa,
de uma hora pra outra se transformar em uma pessoa que você não é, mas te
garanto que uma cor ou corte de cabelo diferentes, roupas com mais cor, unhas
bem feitas e uma maquiagem mais elaborada podem fazer você se destacar! Se
puder dar um conselho, pare de usar roupas de malha que vão marcar suas curvas
em lugares que vão te deixar desconfortável, invista em tecidos mais
estruturados, procure uma costureira e mande fazer roupas pra você! Aliás, conheço uma ótima!
Preste
atenção no que você tem de melhor: são suas pernas? Coloque um short um pouco
mais curto do que o que você costuma usar. É o seu busto? Use roupas com decote
em V ou em U. Gaste um pouco da sua grana numa cinta modeladora que não vá
tirar seu ar (rs), use acessórios bonitos.
Mas, acima
de tudo, valorize quem você é, não se permita estar perto de pessoas que te
deixam pra baixo, sejam elas amigos ou namorado. Sei de meninas que ficam junto
com um homem babaca durante anos por medo de ficarem sozinhas.
Saiba: você
é mais do que uma imagem, e se alguém não quer estar perto de você por não
aceitar o seu físico, essa pessoa não merece a sua companhia. Esse é o meu
mantra pessoal. É assim que mantenho minha autoestima elevada.
Beijo da
tia,
**kel**
Novas regras para o Encontro Escambo Fashion
No dia 23 de março, das 15 às 18h teremos nosso primeiro Encontro Escambo Fashion do ano, o local e as atrações vamos falando aqui em breve. Hoje eu que falar das regras do encontro. Quando eu criei o encontro não fazia ideia do que fazer, apenas queria fazer, cada um levava suas peças e trocava como achasse justo, e isso dava um ar de desorganização no evento, embora eles fossem muito proveitosos. Por isso, lendo sobre encontros mundo a fora decidi montar nosso pacote de regrinhas para o próximo encontro, que valerá para todos os outros. Dúvidas, sugestões, reclamações e tudo mais, postem nos comentários que responderei com muito carinho. Save the Date: 23 de março, nosso encontro, com muitas novidades!
Encontros Escambo Fashion
Primeiro
encontro de 2013
Data: 23 de
março
Regras:
Muita gente
pergunta como funciona o Escambo Fashion, por isso resolvemos compartilhar
algumas regras que dão certo em alguns eventos pelo Brasil:
Começamos a
receber as peças das participantes das 14h às 15h. Já as trocas se iniciam até
às 15h30.
Valem
roupas, calçados, acessórios e bijouterias.
Não nos
prendemos a grifes, mas é claro que elas são super aceitas! Porém, o que
importa mesmo é que tudo esteja em bom estado de conservação, limpinho,
cheirosinho e que também obedeça a uma tendência de moda contemporânea ou
clássica.
Cada
participante pode levar ao Escambo de 1 a 20 peças. Não tragam mais do que
isso, pois, do contrário, pediremos para selecionar a quantidade de peças
estipuladas.
Cada peça é
convertida em pontos, representados por botões de roupas. Uma calça jeans,
independente da marca, por exemplo, vale 3 pontos. Tabelas localizadas em
pontos estratégicos indicam o valor de cada uma. (essa tabela será publicada em breve)
O pagamento,
com botões de cada aquisição, ocorre ao final do percurso de araras, momento em
que as participantes se dirigem ao provador, coletivo, para experimentar
roupitchas e outros itens.
Ah, vale
lembrar que as peças não adquiridas no encontro, na recepção, podem ser levadas
de volta para casa, se a participante assim desejar, ou destinadas uma
instituição de caridade. Tudo o que sobra ao término do encontro ou que não é
aprovado, doamos para eles.
A entrada é
de R$ 7,00 para quem vai pela primeira vez ao evento. O valor dá direito a uma
sacola sustentável. Com essa em mãos, paga-se R$ 4 de entrada em uma próxima
edição.
Dúvidas?
Entrem em contato: ana.ostapenko@gmail.com – (67)9212-6656.
Tem pra gordinha pobre?
Hoje é dia de estreia no blog, nossa consultora de moda Kel Quirino entra e ação e já com com um texto pra causar! Seja bem-vinda Kel!
O Fashion Weekend Plus Size vem aí.
No dia 23 de
fevereiro acontecerá a 7ª edição do evento que existe desde 2010 e que esse ano
contará com um salão de negócios onde os donos das grifes poderão atender aos
lojistas de todo o Brasil.
O evento
tornou conhecidas as modelos plus size, grifes, lojas e, depois dele, outros
eventos para o segmento foram criados (à exaustão, diga-se de passagem).
Acho tudo
bem legal e bonito, acompanho e divulgo, mas sempre levanto uma questão: Porque
a Moda Plus Size é tão cara? Fala-se tanto em quebrar tabus e preconceitos e
acaba-se por criar mais um, contra as gordas com pouca grana.
Dia desses questionei
num grupo do Facebook o fato de uma blusa custar R$ 230,00 em certa grife plus
size e alguém me respondeu que era justo, afinal o tecido e acabamento eram
muito melhores. Bem, há duas semanas comprei uma blusa lindíssima de cetim,
importada, e paguei R$ 50,00 em certa loja de departamentos.
Sou Designer
de Moda recém-formada, e no meu trabalho de conclusão, tive que pesquisar tecidos, costureiras e
todos os trâmites para criar uma peça bonita e de qualidade. Bem, consegui,
agregando lucro à peça (lembrando que era peça única, portanto mais cara) chegar
ao valor de, (pasmem!), R$ 47,30 em uma blusa de cetim. Tempos depois achei uma
camisa simples, de algodão, branca e sem nenhum detalhe por R$ 234,90 numa
promoção (!) de uma loja especializada.
Confeccionar
roupas para nós, mulheres grandes, não é, realmente, fácil. Se gasta mais
tecido e a modelagem é mais complicada de trabalhar (fazendo com que os
modelistas cobrem caro pelo trabalho), porém, após o crescimento do “plus size”,
muita gente pegou carona no sucesso. Gente com boas intenções e gente com más
intenções. É fácil perceber quem é quem, basta pesquisar os preços que cada
grife pratica para a mesma peça.
Veja os
desfiles, conheça as marcas, pesquise preços e tire suas conclusões. Compre sim
roupas feitas com bons tecidos, acabamentos e caimentos perfeitos, esses duram
muito mais tempo, evitando que você gaste com roupas excessivamente. Mas não se
deixe explorar por marca nenhuma!
Beijokas da tia,
**kel**
Fashion Weekend Plus Size (www.fwps.com.br)
Quando: Sábado, 23/02, das
11:00 as 17:00.
Entrada: inteira R$ 50,00,
meia-entrada R$ 25,00, grátis para lojistas.
Local: Memorial da América
Latina – São Paulo (www.memorial.sp.gov.br)
Alimentação, voltar no tempo seria a resposta?
A resposta para uma vida melhor seria voltar às práticas
alimentares dos nossos avós?
Minha vó sempre fala que criava filhos “na base de batata e
abóbora”, num tempo em que ter horta no fundo do quintal era necessidade
básica, até hoje ela tem uma hortinha com salsinha, cebolinha e outros
temperinhos, que abastece praticamente a vizinhança.
Mas por que falar disso? Porquê todos os dias somos
bombardeados com noticias sobre hambúrguer com carne de cavalo, sódio até não
querer mais nos temperos, açúcar sem dó em sucos de caixinha e um sem fim de
estabilizantes e corantes que causam alergia ou reações esquisitas no nosso
corpo, fora engordar né.
E pensando dessa forma que diversos grupos estão produzindo
os próprios alimentos, ou se não tem tempo para isso, procuram comprar produtos
naturais e orgânicos para consumo.
Ok, esses produtos naturais estragam mais rápido, mas se
você comprar porções que vá comer em um tempo curto, garante qualidade na
alimentação e saúde, além de ajudar os pequenos produtores da sua cidade. Tá eu sei que não é fácil, é muito melhor comer comida pronta, congelada, para isso também tem solução, aqui em Campo Grande tem empresas que entregam frutas ou cestas de verduras e legumes diariamente no seu local de trabalho ou residencia, com conforto e qualidade, procure na sua cidade se tem algo do tipo.
Pense bem, um suco de polpa batido no liquidificador com uma
colher de açúcar não é mais gostoso que um suco de latinha, com 123 gramas
(cerca de 5 colheres de sopa) de açúcar?
Você vai me dizer suja louça e dá mais trabalho, mas eu garanto a você uma
experiência muito melhor ao degustar seu suquinho de polpa ou aquela laranja do
espremedor.
Um domingo por mês acorde mais cedo e faça uma caminhada até
à feira, você vai ver o quanto de coisa boa pode-se encontrar lá, desde aquela
couve, até um pão fresquinho ou cuca. Eu amo bolo de milho e sopa paraguaia!
Para fazer você pensar mais sobre isso, segue o documentário
“Muito além do Peso”, que trata de obesidade infantil e nos faz refletir muito
sobre nossos hábitos alimentares.
Vamos viver melhor?
Imagens: Google Images
Sustentabilidade na moda é possível?
Começamos o ano e a expectativa é sempre pelas semanas de moda mundo a fora, teremos NY, depois Rio e São Paulo, que é onde se baseia a moda atual, mas diante de tudo isso a pergunta que fica: Alguém está pensando na sustentabilidade da coisa toda?
Estamos vivendo uma era em que a moda colaborativa e a preservação dos recursos naturais tem uma importância muito maior que aquele casaco de pele feito com trocentas chinchilas, tá o exemplo foi tosco, mas pode ter certeza que tem gente que ainda sonha com um desses.
Mas ainda há salvação para o mundo fashion.
Fundada por estilistas e empresários ingleses em 2005, o Ethical Fashion Forum (EFF) é uma organização sem fins lucrativos, que pretende vencer os desafios da sustentabilidade e transformar a indústria da moda de forma colaborativa.
Desde que escândalos sobre a indústria da moda estouraram na mídia internacional, com denúncias sobresweatshops e impactos ambientais significativos na década de 1990, este grupo de empreendedores observou um movimento na indústria. Muitos buscavam soluções sustentáveis, mas nesta época a informação sobre o assunto era muito rara e bastante pulverizada.
Eles então perceberam que a partir de uma iniciativa unificada, com uma comunicação inteligente, disseminação de informação de qualidade e compartilhamento de práticas e pesquisas, uma rede de moda ética poderia ser criada. Eles acreditavam que esta rede daria força para abrir mercados de fair trade e produtores orgânicos facilitando a execução de um negócio sustentável. Assim nasceu o Fórum. Hoje o EFF representa mais de 6.000 membros e está presente em mais de 100 países.
Fora o EEF temos vários coletivos que trabalham com a premissa da preservação, confeccionando tecidos orgânicos de cores diferentes do marrom e também projetos como o nosso que faz troca de roupas e sapatos, diminuindo assim o consumo e por consequência a utilização de recursos não renováveis.
E aí vamos ser mais ecológicos sem deixar de ser fashion?
Fonte:EEF
Foto: Google Images
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