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São Paulo Fashion Week #3, o fim.


Gente, me atrasei de novo na postagem... tanta coisa nessa cabeça que já carrega alguns cabelos brancos (devidamente escondidos sob descolorantes, que não sou obrigada!) e não deu tempo de terminar, mas tinha que vir fechar o ciclo. E que alegria fechar com um dia de desfiles tão lindos! Olhem só:

QUINTO DIA


UMA
Minimalista e bonita, a Uma trouxe roupas simples, de caimento leve, e com fluidez. O toque chique ficou por conta do uso de tecidos finos como chiffon e seda. Para o dia a dia.


























TÊCA
Gente, que desfile lindo! A cantora Roberta Sá cantando ao vivo com sua voz suave num longo branco deu a moldura enquanto as modelos pareciam flutuar em ondas. Muito poético, eu sei, mas foi exatamente isso que eu vi. A inspiração: “Porcelanas antigas, riqueza dos detalhes pintados à mão em louças, vasos chineses e azulejos portugueses, além das esculturas do artista chinês Li Xiaofeng, que cria roupas feitas de cacos de porcelana.” Teve short, blazer, saia curta, mas nada chamou mais a atenção do que os vestidos e saias longos. Delicadeza demais.

 



















R. ROSNER
“A desconstrução do mito romântico”
Pense em uma princesa que acaba de sofrer alguma grande decepção. Foi exatamente nisso que Rodrigo Rosner pensou quando planejou essa coleção. Muito peplum, drama e sofisticação. Lindo.

 


LINO VILLAVENTURA
Fechando os desfiles com mais dramaticidade. Não entendi bem a inspiração do estilista, achei vaga demais a ideia, mas confesso que amei tudo, achei muito a minha cara, apesar de algumas vezes ter pensado: “Já vi isso antes!”
Pesado, sombrio e misterioso.

 

 


















Ufa! Demorou mas consegui!

Veja os desfiles aqui: http://ffw.com.br/spfw/
E as minhas impressões sobre cada um deles aqui: São Paulo Fashion Week
E aqui: São Paulo Fashion Week #2

Beijo da tia,

**kel**

São Paulo Fashion Week #2



TERCEIRO DIA


FAUSE HATEN
Fausen inovou com bonecas ao invés de modelos e um tablado ao invés de passarela. O estilista que também é cantor e ator fez de seu desfile um espetáculo teatral. “O Maravilhoso Mundo do Dr. F”, nome que foi dado ao tema, trouxe marionetes com rostos inspirados em modelos famosas que, segundo Haten seriam as modelos que ele sempre quis ter na passarela. Adivinhar quem eram as modelos foi a diversão do público. Nos vestidos: laços, tule, saias volumosas e babados. Mediano.



Um dos vestidos mais bonitos
Feio.


FERNANDA YAMAMOTO
As modelos de peruca colorida retrataram “A Dona de Casa dos Anos 50”. As cores (em sua maioria frias ou em candy color), as formas e a trilha sonora dão uma sensação gostosa de calma, vontade de se aconchegar na cadeira e apreciar. Acertou em cheio! 




JOÃO PIMENTA
Just for men. Alfaiataria usando jeans, calças justas, com barras mais curtinhas, cintura baixa. As padronagens estavam lindas e a inusitada forma de usar gravata interessantíssima. Só não gostei dos shorts muito curtos. Pode ser bobagem minha mas não acho que fica elegante em homem.

Shortinho
A gravata, usada com a ponta para dentro da camisa.


AGUA DE COCO
Como falar de Brasil sem cair no estereótipo? A Agua de Coco conseguiu. Peças lindas, delicadas e inspiradas não apenas na fauna e flora brasileira como era de se esperar. Artesanato, e pedras preciosas também foram retratadas no desfile, luminoso e bonito.



NEON
Geométrica, colorida e volumosa, a marca falou sobre “Etnias, Brasil, China, Índia, Vietnã, história através das cores”.



TRITON
A inspiração foi a cidade de San Francisco na Califórnia. Me senti participando de um “mochilão” . A mochila nas costas e sandálias dos meninos davam essa sensação de viajar em férias. As meninas, um pouco mais sofisticadas, trouxeram tie-dye e estampas com um toque esotérico, entre outras coisas. Seria alguma espécie de hippie chic reformulado?




QUARTO DIA

ALEXANDRE HERCHCOVITCH
Incrível, mas achei a coleção cansativa. Segundo Herchcovitch sua inspiração foram as roupas de sua coleção 98/99. Mas nem tudo está perdido: o casaco “pendurado” nas costas é bem interessante, pena que não consegui nenhuma foto, fico devendo.






AMAPÔ
Tie dye (ele de novo), listras, estampas coloridas e, como não poderia deixar de ser, padronagem geométrica.




JULIANA JABOUR
Também inspirada nos anos 90, sua coleção usa tecidos bem leves, soltos, mas que não dão sensação de “esvoaçante”. Alguns looks são bem bonitos, mas a maioria não me empolgou, talvez por serem minimalistas demais.

Simples e bonito
Sem graça.


OSKLEN
Usou apenas tecidos sustentáveis e contou com bastante looks monocromáticos. Nada muito especial.




SAMUEL CIRNANSCK
Começou o desfile lindamente, achei até que seria a salvação do dia, que foi bem chato, mas infelizmente deu uma tropeçada em alguns vestidos que ficaram com volume feio.


Não gostei do volume

COLCCI
Não sei se o problema sou eu ou realmente foi mais um desfile chato, sem novidade e com cara de anos 90. A modelagem ampla demais não me causou boa impressão visual.




Por fim, queria comentar sobre o bafo que está rolando sobre o Ronaldo Fraga ter colocado adereços de Bombril na cabeça das modelos: muita gente está reclamando e acusando-o de racismo.

Preferi não tocar no assunto na minha postagem de ontem, uma vez que o blog não é pessoal.
Não sou alheia ao acontecido e tenho minha opinião bem firmada e formada. Porém, como o assunto eram os desfiles, decidi (e decido) não me posicionar publicamente.


Ainda tem os desfiles de hoje pra comentar. Eu demoro mas não falho! Aguardem!

Beijo da tia,

**kel**

São Paulo Fashion Week



A SPFW começou dia 18 trazendo Animale, Cori, Tufi Duek e Cavalera.
As fotos que seguem são dos looks que mais me chamaram a atenção, mas em todos os desfiles tinha muita coisa bacana.

Alguns elementos foram bem comuns a quase todas as grifes: tule transparente, fendas, brilho acetinado ou metalizado, cores mais sóbrias, estampas florais, cortes geométricos, assimetria e estilo navy.

PRIMEIRO DIA

ANIMALE
Linda! Tudo bem assimétrico e com cara de verão mesmo, bem levinho e fluido. A referência é Bali e eu dou destaque para os acessórios imitando dente ou unha, que acompanham as peças.


Olha o acessório no pescoço e nos braços!
CORI
Achei meio bobinho. Sabe aquela roupa que não te enche os olhos? Me pareceu um grande desfile de secretárias, todas vestidas bem parecido, nem a música me animou.

Na minha opinião, o look mais legal da Cori
TUFI DUEK
Esteve bem bonita, cheia de looks assimétricos e fendas generosas:
Franjas




















CAVALERA
A apresentação da Cavalera foi arrebatadora! Fechou o dia de desfile com um espetáculo!

Pra começar o Mestre de Cerimônias foi “só” a lenda viva do Soul brasileiro, Tony Tornado!
O desfile todo remeteu aos anos 70, o programa Trem do Soul (quem já assistiu “Um Maluco no Pedaço” ou “Todo Mundo Odeia o Chris” sabe do que eu estou falando), músicas da Motown Records (lendária gravadora americana que teve os maiores artistas da black music dos anos 70 em seu casting). Os modelos entraram dançando, super descontraídos apesar de dar pra sacar que foi tudo coreografado, dava pra ver nas poses feitas no final da passarela. No final, na tradicional entrada de todos os modelos eles fizeram uma grande balada, todo mundo dançando junto. Nas roupas cor, padronagem imitando patchwork de jeans,  flor, bem streetwear como era de se esperar da marca. 







SEGUNDO DIA


ADRIANA DEGREAS
Moda praia chique inspirada demais nos anos 50. Achei super fofos os biquínis e maiôs comportadinhos nas cavas mas reveladores no tecido (de novo o tule transparente). As saídas de praia em cetim vão da areia para a festa sem medo.








ACQUASTUDIO
A beleza das peças da Acquastudio é incontestável. Vestidos com cara de festa e movimento apesar dos tecidos estruturados, elementos geométricos e golas trabalhadas. Dou destaque para o uso de pérolas, e o toque “navy” nos óculos redondos e nas listras.




RONALDO FRAGA
A pedido de seu filho, segundo o próprio Ronaldo, trouxe o futebol para a passarela. Sou suspeita para falar desse desfile porque gosto muito do jeito do Ronaldo de expressar a Moda e gosto muito de futebol, achei lindo! Mais uma vez as listras e os recortes diagonais deram as caras.


                                                 




















FÓRUM
Também inspirada no navy, trouxe o clima do Rio de Janeiro dos 60. Vestidos soltinhos, quase todos acompanhados de cintos usados com o fecho de lado (muito usado nos anos 2000) e os turbantes, que particularmente acho lindo.





ELLUS
Por fim a Ellus veio bem rock’n roll e urbana com inspiração motorcycle. Jaquetas com zíperes e fivelas, luvas meio dedo e padronagem inspirada em tecido indiano.




Ontem aconteceram outros 6 desfiles e ainda tem muita coisa pra ser vista até sexta. Prometo trazer tudinho pra vocês.

Beijo da tia,

**kel**